Pópó

Antecedendo a anunciada estocada final na indústria automóvel europeia, a sua congénere norte-americana está prestes a entregar as cambotas ao criador.
GM, Chrysler e Ford aproximam-se do ponto de não-retorno, podendo entrar em bancarrota a uma distância de poucos meses.

Os funcionários da Chrysler, em qualquer cenário, perspectivam apenas o desmantelamento. A GM sangra abundantemente, com um prejuízo mensal próximo dos mil milhões de dólares. A Ford derrete-se em bolsa com uma perda de 90% no espaço de um ano.

Não espanta então o enorme esforço de lobbying que as manas desenvolvem para obter um salva-vidas de 25 mil milhões de dólares dos cofres federais, um esforço que se transformou num problema político sério, pois à natural reserva ideológica das correntes mais liberais, que prefeririam ver morrer empresas manifestamente mal dirigidas, opõe-se uma projecção de 4 milhões de desempregados decorrentes da cascata de falências que se seguirá à queda das três irmãs.

Será importante que nós, cidadãos da UE, saibamos ler os antecedentes desta situação e possamos preparar o choque de uma situação idêntica no nosso território. Porque, não nos iludamos, esse choque vai ocorrer. Os construtores europeus já há alguns anos alertam para isso.

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