The Obama administration, although weak, is the much needed narrow window of oportunity for the establishment of an independent and viable two-state solution, based on the 1967 borders, as proposed in the saudi plan and commonly accepted nowadays by the international comunity.
The stalled negotiation process, to this end, is not important, as Israel's sole purpose would be the continuation of an endless and meaningless fake.
The Fayyad plan is steadily developing, and there could be no better measure of that than the alarm in the israeli press. In fact, the PA is delivering, and strangely, so is Hamas. In the meantime, Israel, thanks to Bibi and the resolute shift to the right of israeli voters, is fast becoming irrelevant.
But there are two important points where the entire process could collapse...
The first one is the continuing incapacity of Fatah and Hamas to find an agreement, a situation Israel can easily exploit to the point of fomenting a civil war among palestinians.
The second one based on ethical issues... The declaration of independence will probably be issued during Obama's first term. If Obama agrees with it, his prospects for a second term will simply disappear, as the pro-zionist lobby in the US ( including christian evangelists ) will never forgive him. So, the question is, will Obama do the right thing, whatever the consequences for himself, or will he bow to the boer supporters in exchange for a guaranteed shiny new second term ( and they certainly will make him the offer ) ?
Statehood
De profundis
Depois da humilhação de Biden, não causou espanto a atitude conciliatória de Netanyahu, que no dia seguinte já considerava o problema quase sanado. O que causou espanto foi a agressividade das reprimendas de Biden e Hillary Clinton, que alguns consideraram desproporcionadas.
Mas, para apreciar devidamente o palco em que esta dança tem lugar, há que incluir um artigo da Foreign Policy que traça os passos dados até se chegar a este ponto...
Nela é mencionado um relatório do general Petraeus ( responsável por quase todas as forças norte-americanas presentes no Médio Oriente ) apresentado em Janeiro ao almirante Michael Mullen, que pinta um quadro negro sobre o descrédito generalizado dos EUA nos países integrados no seu comando, percebidos na zona como demasiado débeis para que possam conter Israel, um desequilíbrio com potencial reflexo no estatuto das tropas americanas nesses países.
Numa nota mais pessoal, o próprio Mullen seria percebido como 'demasiado velho, demasiado lento e demasiado atrasado'.
De seguida, Petraeus terá solicitado a transferência de Gaza e da Cisjordânia do grupo de comando europeu para o CENTCOM, de forma a poder demonstrar ao mundo árabe uma intervenção mais activa naqueles territórios, mas o pedido foi rejeitado.
O alarme causado pelo relatório terá sido no entanto suficiente para que a Casa Branca tenha incumbido Mullen de transmitir pessoalmente ao general Gabi Ashkenazi um aviso claro de que Israel deveria olhar o conflito com os palestinianos no contexto regional, uma vez que o assunto estava a ter um impacto directo no estatuto dos EUA na região.
A posterior humilhação de Biden ganha contornos mais graves neste contexto, pelo que se torna mais fácil perceber a violenta reacção do governo norte-americano, já que, como diz o articulista, embora o lobby judaico esteja entre os mais fortes dos EUA, não é mais forte que o lobby militar, e este começa a ficar demasiado agastado com a ligeireza com que se está a colocar em risco a segurança dos soldados norte-americanos espalhados por todo o território, do Golfo ao Afeganistão.
A réplica
De acordo com uma notícia do Haaretz, relatando uma reunião do corpo diplomático israelita nos EUA, a administração norte-americana terá colocado quatro exigências a Tel Aviv, a saber:
1. Investigação do processo que conduziu ao anúncio do plano de contrução em Jerusalém Leste, para que se possa determinar se se tratou de um erro burocrático ou de um acto político deliberado;
2. Revogação do plano de construção;
3. Sinalização clara de interesse na retoma do processo negocial, seja pela libertação de centenas de prisioneiros, recuos adicionais de tropas do IDF na Cisjordânia e entrega dessas áreas ao controle palestiniano, alívio no bloqueio de Gaza e remoção adicional de postos de controle rodoviário na Cisjordânia;
4. Emissão de um anúncio oficial de que as conversaçãos, mesmo se indirectas, tratarão de todos os aspectos centrais do conflito, nomeadamente as fronteiras, os refugiados, estatuto de Jerusalém, entendimentos sobre segurança, utilização de recursos hídricos e colonatos.
Não sabemos como isto veio a público. Mas se juntarmos outros sinais, pouco ou nada diplomáticos, podemos verificar que a crise é séria, ao ponto de colocar Obama na posição de emitir um quase-ultimato ao governo israelita.
E este jogo de poker tem implicações... O governo norte-americano já foi humilhado várias vezes pelo gooverno israelita e não pode deixar de retaliar, sob pena de ver a sua credibilidade ainda mais abalada, e creio que é nessa medida que os quatro pontos citados devem ser entendidos. Resta então saber se Tel Aviv se resigna ao seu cumprimento ou insiste na humilhação da potência protectora. Se optar pela segunda via, será interessante ver quem cai primeiro, se Obama se Netanyahu... Estamos neste ponto.
E vai mais um prego
Coisa de somenos importância, o futuro da UE não excita muito os media nacionais.
Portanto, acabamos por saber por outros aquilo que nos afecta.
E desta vez é a Al Jazeera a informar-nos que também a Suécia passou uma resolução parlamentar acusando a Turquia de genocídio no caso das chacinas dos arménios.
Mais uma vez, a Turquia mandou regressar o seu embaixador.
Mais uma vez, alimentou-se um círculo vicioso que vai tornando mais remota a possibilidade de integração na UE.
Mais uma vez, a demência somou vitórias no clube das velhotas cristãs.
Tudo ou nada
A orquestra política dos boers israelitas parece ter afinado os instrumentos, concentrando-se numa nova estratégia baseada na afirmação unilateral dos seus interesses, qualquer que seja o possível impacto na comunidade internacional.
Depois do embaixador turco, foi agora a vez do vice-presidente norte-americano ser publicamente humilhado, com requintes.
A deslocação de Biden começou de forma promissora para o bom relacionamento entre os dois países e para a retoma do processo negocial entre israelitas e palestinianos. Mas logo a seguir, a derrocada. O ministério da administração interna anunciou os planos para a construção de 1.600 fogos em Jerusalém Leste.
Biden deverá ter ficado lívido perante a afronta, e reagiu imediatamente com o que tinha à mão, fazendo Bibi esperar 90 minutos para o jantar, e aproveitando-o para condenar abertamente a iniciativa.
Ao mesmo tempo, o Haaretz anunciava estar em curso um plano de construção de médio prazo mais vasto, envolvendo cerca de 50.000 fogos na mesma zona, 20.000 dos quais já em fase de aprovação.
À medida que as notícias corriam mundo, o universo diplomático foi-se agitando como um formigueiro e gerando manifestações de desagrado um pouco por todo o lado, incluindo a cautelosa Europa. Mas mais interessante que isso é a incidência dos media, incluindo os israelitas, na caracterização dos factos como ume um insulto planeado destinado a descredibilizar os EUA, na pessoa de Biden.
Seja qual for a leitura, parece ter ficado definitivamente assente que Israel não tenciona acolher a visão de dois estados independentes e viáveis.
Já não há sequer a preocupação de manter sempre activa uma qualquer fantasia negocial para ir entretendo os pacóvios enquanto se vão criando os factos no terreno, o que constitui uma alteração radical da política seguida ao longo de décadas.
Porquê esta sucessão de provocações ? Bom, porque para já vão compensando. Para os boers de colheita tardia, a evolução recente dos factos e o impacto resultante nas idéias da comunidade internacional sobre o assunto fez surgir no horizonte a indicação de que os tempos da cumplicidade ocidental estariam a chegar ao fim.
Resta por isso pouco tempo para garantir a conclusão desta fase do projecto sionista, pelo que vale a dar um salto em frente e apostar na paralisia da potência protectora, mesmo que isso custe um arrefecimento sério das relações. Na verdade, a capacidade de manobra da potência protectora é muito reduzida, seja pelo peso do lobby judaico no seu interior, seja pela incapacidade de desenhar um quadro estratégico alternativo.
Todos o sabem, mas também todos sabem que esta deriva vai forçosamente desembocar numa nova guerra, num momento de crise que se estende até ao Paquistão, em que não é possível prever com um mínimo de rigor quais os actores, qual o grau de envolvimento ou qual o desenlace.
Os primeiros sinais, quer dos EUA quer da UE ou da própria Rússia, apontam para o reconhecimento da necessidade de uma travagem rápida dos desmandos dos boers, antes que todo o Ocidente se veja envolvido numa crise grave.
Mas, depois de tantos anos a sugerir aos boers que, façam o que fizerem, terão sempre as costas quentes, dispõe o Ocidente dos meios para travar o processo ? Ou é demasiado tarde ?
O morto
Percebe-se a decisão.
Com 51 anos, especializado numa área sem alternativas profissionais, ao professor caberia aguentar mais catorze anos de provação sem qualquer apoio institucional, sabendo que essa provação seria mais impiedosa à medida que o avanço da idade o fosse debilitando.
Encurralado como um rato, a decisão foi correcta.
Segue-se um inquérito ou dois, vem um patetinha de carreira à televisão sussurrar conveniências e amenidades, apela-se à tranquilidade por amor às criancinhas, a poeira assenta e tudo fica na mesma.
Esquecemos esta culpa imensa de uma sociedade que, egoísta ao ponto de se ter tornado incapaz de cuidar dos seus filhos, os despeja como lixo nas escolas, esperando que alguém os aguente até que por milagre ou decreto se tornem adultos.
Esquecemos esta traição ao corpo de docentes, cuja missão sagrada de transmissão do conhecimento se vai perdendo, transformada numa degradante luta diária pela dignidade.
Matámos este homem. Um aborrecimento, mas felizmente demasiado distante para que tomemos consciência deste acto.
