Plano D, precisa-se

E depressa, antes que o abecedário se esgote.
A ameaça já tinha sido feita há bastante tempo atrás, ainda durante a contagem dos votos. Agora, com o enorme atraso do processo a provocar uma pressa incontrolável na preparação da segunda volta, que se prevê tão ou mais fraudulenta que a primeira, Abdullah Abdullah atirou a toalha ao chão.
Será correcto ?
O candidato já tinha sido pressionado a aceitar uma solução que passasse pelo reconhecimento da derrota, a que se seguiria o estabelecimento de uma fórmula de partilha do poder com Karzai. Uma espécie de presidência pague-um-leve-dois.
Não aceitou, seguiu-se a trapalhada do caso Galbraith e a azáfama da preparação de uma segunda volta que, de qualquer maneira, boa ou má, pudesse proporcionar alguma legitimidade a Karzai e salvar a honra da casa. E da ONU, já agora.
Também não aceitou, e o sentido da sua mensagem é muito claro... Se querem continuar com esta fraude, continuem, mas não me envolvam nisto.

Washington, we have a problem... Bruxelles, on a un problème ...
Estamos a ficar sem pretextos para manter as nossas valerosas forças defensivas no Afeganistão. Quanto mais não seja porque não parece nada a defender.

Precisamos então do plano D, já. Sei lá, podemos dizer que o Irão se prepara para invadir o país... Ou que os chineses querem fazer passar por ali um pipeline muito comprido para chupar todo o petróleo do Médio Oriente. Vá lá, qualquer coisa, sejamos criativos...

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