Em nosso nome

Um curioso argumento que tenho lido e ouvido com regularidade, relacionado com o ghetto de Gaza, é o de que a retirada dos colonatos israelitas teria resultado na entrega do território à responsabilidade plena dos palestinianos e que estes se terão mostrado incapazes de fazer funcionar a economia.

Bom, após sujeitarmos 1,3 milhões de pessoas a tantos meses de bloqueio, estranho é que haja ainda alguma actividade.
Para que se tenha uma idéia emblemática sobre o ponto a que esta punição colectiva da população civil foi levado, noto que neste fim-de-semana as padarias não puderam produzir pão.
Para que se tenha uma idéia menos emblemática de como o processo se tem desenrolado ao longo do tempo, remeto o leitor para o artigo Gaza: The Death of Industry, de Saleh al Naeimi, onde se descreve o colapso da actividade industrial.

Lembro ao leitor, cidadão de pleno direito da UE, que esta União é uma das entidades que apoiam o bloqueio.

1 comentário:

Anónimo disse...

Se bem que conhecendo um pouco o terreno e as pessoas, não confundo Israel com o governo de Israel. O povo de Israel está farto do governo que tem mas ainda não começou a organizar-se. Será necessário que muitos dos que foram para Israel no seu (mau) início desapareçam, para que comecemos a vislumbrar uma coexistência mais pacífica entre israelitas e palestinianos.
Há um inconsciente colectivo muito forte em Israel e só as novas gerações se livrarão do peso dele.