De forma caótica, as notícias vão passando sem qualquer tratamento ou verificação, provenientes das mais diversas fontes.
E que nos dizem ?
E que nos dizem ?
Que a direcção clerical iraniana hesita depois do erro cometido, parecendo tentar avaliar o melhor caminho a seguir.
E das duas uma, ou a cúpula religiosa cerra fileiras em defesa de Ahmadinejad e acaba com os protestos de forma drástica, o que resulta na quebra do pacto de confiança com o povo iraniano, ou tenta assumir uma postura de defesa do interesse nacional, caso em que Ahmadinejad terá de ser dispensado para que o essencial possa ser salvo.
Os sinais de hesitação são claros. Khamenei voltou atrás e solicitou a verificação do processo de contagem. Ao mesmo tempo, os apoiantes de Moussawi parecem ter perdido o medo, e as forças repressivas, ao contrário do que tinha sido anunciado, não exerceram pressão significativa para conter as manifestações, cujas proporções são notáveis.
De forma intermitente, alguns media foram autorizados a relatar os factos, o que diz muito se pensarmos no bloqueio que ontem atingiu quase todos os meios de comunicação ( bloqueio que não ficou sem resposta... Os hackers mais entusiastas encarregaram-se de por sua vez sabotar os sites dos órgãos oficiais. Por aqui, noto com algum prazer que o site da IRNA perdeu o pio ).
Mais notável, mas ainda sem confirmação, é a indicação de que o clero de Qom manifestou o seu repúdio pelo que parece ser uma chapelada.
A república islâmica tem agora um problema muito sério para resolver. E, se tentar voltar para trás, então parece-me que a sua credibilidade só será mantida se Ahmadinejad for sacrificado.
Com ou sem razão, Khamenei poderá alegar que se tratou de uma tentativa de golpe de estado, invalidar os resultados da eleição e forçar a resignação do presidente.
Mas, aconteça o que acontecer, alguns danos já não podem ser reparados. A república islâmica poderá ter-se suicidado.
E das duas uma, ou a cúpula religiosa cerra fileiras em defesa de Ahmadinejad e acaba com os protestos de forma drástica, o que resulta na quebra do pacto de confiança com o povo iraniano, ou tenta assumir uma postura de defesa do interesse nacional, caso em que Ahmadinejad terá de ser dispensado para que o essencial possa ser salvo.
Os sinais de hesitação são claros. Khamenei voltou atrás e solicitou a verificação do processo de contagem. Ao mesmo tempo, os apoiantes de Moussawi parecem ter perdido o medo, e as forças repressivas, ao contrário do que tinha sido anunciado, não exerceram pressão significativa para conter as manifestações, cujas proporções são notáveis.
De forma intermitente, alguns media foram autorizados a relatar os factos, o que diz muito se pensarmos no bloqueio que ontem atingiu quase todos os meios de comunicação ( bloqueio que não ficou sem resposta... Os hackers mais entusiastas encarregaram-se de por sua vez sabotar os sites dos órgãos oficiais. Por aqui, noto com algum prazer que o site da IRNA perdeu o pio ).
Mais notável, mas ainda sem confirmação, é a indicação de que o clero de Qom manifestou o seu repúdio pelo que parece ser uma chapelada.
A república islâmica tem agora um problema muito sério para resolver. E, se tentar voltar para trás, então parece-me que a sua credibilidade só será mantida se Ahmadinejad for sacrificado.
Com ou sem razão, Khamenei poderá alegar que se tratou de uma tentativa de golpe de estado, invalidar os resultados da eleição e forçar a resignação do presidente.
Mas, aconteça o que acontecer, alguns danos já não podem ser reparados. A república islâmica poderá ter-se suicidado.


1 comentário:
Num país onde 70% da população tem menos de 30 anos, o que se está a passar era previsível, se bem qu o modus operandi é um pouco estranho.
O clero iraniano mais cedo ou mais tarde permitiria que a corrupção se apoderasse das instituições políticas.
O que quase sempre aconteceu historicamente nos regimes onde o poder religioso tem lugar de destaque.
A juventude iraniana terá um papel muito importante no futuro do reino do crescente fértil...
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