Ao longo do dia de hoje, o tráfego de Internet proveniente do Irão foi praticamente silenciado.
De Teerão pouco se sabe, excepto que prossegue o confisco de telemóveis com capacidade de filmagem e, note-se bem, de antenas parabólicas em residências particulares.
De Teerão pouco se sabe, excepto que prossegue o confisco de telemóveis com capacidade de filmagem e, note-se bem, de antenas parabólicas em residências particulares.
Por anedótico que pareça, as estações iranianas passaram a emitir filmes em grande quantidade... Um expediente desnecessário, dado que as ruas de Teerão estão pejadas de forças de segurança que actuam de forma cada vez mais violenta. Forças de segurança que parecem incluir um número crescente de indivíduos árabes.
Teve relevo a notícia de que apenas um terço dos parlamentares terá comparecido a uma cerimónia comemorativa promovida por Ahmadinejad, o que é digno de nota, pois significa que parte dos parlamentares conservadores recusou o beija-mão.
Moussavi voltou a criticar abertamente Khamenei, enquanto alguma imprensa internacional informa ( sem confirmação ) que estarão em curso negociações para uma eventual segunda volta entre Moussavi e Ahmadinejad, enquanto Rafsanjani se vai mexendo no Conselho de Peritos com vista à deposição de Khamenei ( contando nesta altura com apoios muito próximos dos 50% dos membros do Conselho ), e Montazeri mais uma vez alertou para a degradação da situação.
Creio que o sermão a proferir amanhã por Khamenei poderá fornecer indicações mais claras.
Será bom que caminhe para o compromisso. O impasse actual vai minando as instituições iranianas, impondo cada vez mais uma solução de força. Ora, a assumpção da via ditatorial, independentemente das consequências estritamente locais, terá consequências sérias no plano regional, aumentando a crispação num momento sensível. A violência no Iraque está a aumentar, em resposta aos preparativos para a remoção das tropas imperiais, pelo que poderemos assistir a um maior envolvimento de países árabes ( o Egipto criticou hoje fortemente a direcção iraniana, um tiro que lhe vai sair pela culatra aquando das próximas eleições ).
Teve relevo a notícia de que apenas um terço dos parlamentares terá comparecido a uma cerimónia comemorativa promovida por Ahmadinejad, o que é digno de nota, pois significa que parte dos parlamentares conservadores recusou o beija-mão.
Moussavi voltou a criticar abertamente Khamenei, enquanto alguma imprensa internacional informa ( sem confirmação ) que estarão em curso negociações para uma eventual segunda volta entre Moussavi e Ahmadinejad, enquanto Rafsanjani se vai mexendo no Conselho de Peritos com vista à deposição de Khamenei ( contando nesta altura com apoios muito próximos dos 50% dos membros do Conselho ), e Montazeri mais uma vez alertou para a degradação da situação.
Creio que o sermão a proferir amanhã por Khamenei poderá fornecer indicações mais claras.
Será bom que caminhe para o compromisso. O impasse actual vai minando as instituições iranianas, impondo cada vez mais uma solução de força. Ora, a assumpção da via ditatorial, independentemente das consequências estritamente locais, terá consequências sérias no plano regional, aumentando a crispação num momento sensível. A violência no Iraque está a aumentar, em resposta aos preparativos para a remoção das tropas imperiais, pelo que poderemos assistir a um maior envolvimento de países árabes ( o Egipto criticou hoje fortemente a direcção iraniana, um tiro que lhe vai sair pela culatra aquando das próximas eleições ).

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