Confesso-me baralhado com a sucessão de factos no Médio Oriente.
Mas julgo que esse será o estado de espírito de todos quanto os observem, incluindo os decisores políticos mais directamente envolvidos. E nesta sucessão de mini-crises, as propostas legislativas da direita israelita ( sobre o juramento de lealdade e a penalização das comemorações da Nakba), enquanto manifestação do desvio totalitário escolhido pelos eleitores, ganharam valor particular.
Não só pelo seu valor simbólico de clarificação do projecto racista, mas também pelo debate vivo que suscitaram um pouco por todo o planeta, um debate que alertou para todas as possíveis ramificações desta demência.
As idéias não caíram em saco roto. Fosse por genuína defesa de um mínimo de democraticidade ou por mero cálculo da totalidade dos custos políticos, o conselho ministerial de Domingo rejeitou a proposta do Yisrael Beiteinu sobre o juramento de lealdade. Goste-se ou não, o realismo produz resultados.
Um sinal positivo, acompanhado no entanto por outros menos auspiciosos... O governo de Bibi reiterou a intenção de permitir o crescimento dos colonatos, enquanto o Egipto rejeitou a proposta de normalização gradual das relações do mundo árabe com Israel ( uma rejeição que me parece adequada).
Realismo
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