Khamenei decretou, aparentemente com algum distanciamento, a validade da reeleição de Ahmadinejad, cuja tomada de posse irá agora ter lugar.
Esta será uma semana crítica. Do lado dos oponentes de Ahmadinejad ( incluindo sectores conservadores ), entre ontem e hoje várias figuras e instituições manifestaram abertamente a sua oposição à tomada de posse, bem como aos julgamentos em curso.
Esta será uma semana crítica. Do lado dos oponentes de Ahmadinejad ( incluindo sectores conservadores ), entre ontem e hoje várias figuras e instituições manifestaram abertamente a sua oposição à tomada de posse, bem como aos julgamentos em curso.
Nas ruas de Teerão e de outras cidades ocorreram manifestações de pequena monta, sujeitas a repressão pouco severa, mas anuncia-se uma mobilização alargada para a tomada de posse. No sentido de neutralizar essa mobilização, o regime está alegadamente a deslocar um grande número de efectivos para pontos-chave em Teerão. Ao mesmo tempo, foi anunciada a suspensão por 72 horas dos serviços de SMS.
No campo reformista cresce a apreensão, alimentada por rumores não confirmados. Um deles refere que Ahmadinejad terá afirmado a sua intenção de, literalmente, esmagar os seus opositores imediatamente após a tomada de posse. Um outro rumor refere que Rafsanjani estará preparado para abandonar o país face à degradação das condições de segurança.
Trata-se de rumores, mas ganham um carácter lúgubre quando se observa a estranha sintonia com que algumas figuras leais a Ahmadinejad vieram exigir nos media que o governo passe à ofensiva e persiga os oponentes de maior calibre, isto é, Rafsanjani, Moussavi, Khatami, Karoubi e alguns outros.
Manifestamente, a chave do poder está nas mãos da guarda revolucionária, cujo controle Khamenei poderá ter perdido. Se as coisas derem para o torto neste jogo de poker e as forças armadas não se mexerem, os princípios islâmicos que sustinham alguma colegialidade do regime irão perder-se.
No campo reformista cresce a apreensão, alimentada por rumores não confirmados. Um deles refere que Ahmadinejad terá afirmado a sua intenção de, literalmente, esmagar os seus opositores imediatamente após a tomada de posse. Um outro rumor refere que Rafsanjani estará preparado para abandonar o país face à degradação das condições de segurança.
Trata-se de rumores, mas ganham um carácter lúgubre quando se observa a estranha sintonia com que algumas figuras leais a Ahmadinejad vieram exigir nos media que o governo passe à ofensiva e persiga os oponentes de maior calibre, isto é, Rafsanjani, Moussavi, Khatami, Karoubi e alguns outros.
Manifestamente, a chave do poder está nas mãos da guarda revolucionária, cujo controle Khamenei poderá ter perdido. Se as coisas derem para o torto neste jogo de poker e as forças armadas não se mexerem, os princípios islâmicos que sustinham alguma colegialidade do regime irão perder-se.

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