Karzai perdeu a cabeça, o resultado está à vista.
Tornando-se a certa altura bastante provável que fosse necessária uma segunda volta das presidenciais afegãs, generalizou-se a preocupação sobre a exequibilidade dessa segunda volta.
Karzai não terá achado conveniente perder muito tempo com o assunto, pelo que, algum tempo antes do acto eleitoral, tomou medidas de dois tipos. Por um lado, foi repescar o famigerado Dostum à Turquia, para onde o tinha exilado há uns meses atrás, tornando-o agora em aliado e prometendo-lhe um cargo à medida. Por outro lado, foi preparando a chapelada à vista de todos.
E se não é possível perceber o impacto efectivo da repescagem de Dostum, é ao contrário notável o efeito da chapelada... A comissão eleitoral recebeu milhares de queixas, e centrou a atenção em 700 dessas queixas. Não é caso para menos, pois cada uma delas corresponde a actos susceptíveis de alterar decisivamente o resultado das eleições.
Entretanto, centenas de líderes tribais do Sul reuniram-se em Cabul para denunciar a ocorrência de fraude massiva nas suas localidades de origem e exigir a demissão de Karzai e a repetição da eleição presidencial.
Perante isto, não posso deixar de considerar burlesco o anúncio feito há uns dias atrás segundo o qual o general Stanley McChrystal, comandante das tropas no terreno, vai solicitar mais 20.000 soldados para tentar inverter o avanço dos Taliban. Afinal de contas, nesta altura deveríamos orientar a força militar contra os Taliban ou contra um presidente que convida um criminoso de guerra para o governo enquanto pratica uma fraude eleitoral generalizada ? Fico confuso.
Quererá Sócrates, nosso querido líder, explicar o que se passa ?
Tornando-se a certa altura bastante provável que fosse necessária uma segunda volta das presidenciais afegãs, generalizou-se a preocupação sobre a exequibilidade dessa segunda volta.
Karzai não terá achado conveniente perder muito tempo com o assunto, pelo que, algum tempo antes do acto eleitoral, tomou medidas de dois tipos. Por um lado, foi repescar o famigerado Dostum à Turquia, para onde o tinha exilado há uns meses atrás, tornando-o agora em aliado e prometendo-lhe um cargo à medida. Por outro lado, foi preparando a chapelada à vista de todos.
E se não é possível perceber o impacto efectivo da repescagem de Dostum, é ao contrário notável o efeito da chapelada... A comissão eleitoral recebeu milhares de queixas, e centrou a atenção em 700 dessas queixas. Não é caso para menos, pois cada uma delas corresponde a actos susceptíveis de alterar decisivamente o resultado das eleições.
Entretanto, centenas de líderes tribais do Sul reuniram-se em Cabul para denunciar a ocorrência de fraude massiva nas suas localidades de origem e exigir a demissão de Karzai e a repetição da eleição presidencial.
Perante isto, não posso deixar de considerar burlesco o anúncio feito há uns dias atrás segundo o qual o general Stanley McChrystal, comandante das tropas no terreno, vai solicitar mais 20.000 soldados para tentar inverter o avanço dos Taliban. Afinal de contas, nesta altura deveríamos orientar a força militar contra os Taliban ou contra um presidente que convida um criminoso de guerra para o governo enquanto pratica uma fraude eleitoral generalizada ? Fico confuso.
Quererá Sócrates, nosso querido líder, explicar o que se passa ?

Sem comentários:
Enviar um comentário