Noutros locais, tenho gerado algum desagrado quando afirmo que em estados democráticos os cidadãos são solidariamente responsáveis por actos imorais ou criminosos cometidos pelos seus governos.
Alegam algumas alminhas trémulas que os cidadãos dos países democráticos são bondosos e não podem ser culpabilizados pela maldade de governantes pérfidos.
Treta.
Na verdade, não nos preocupamos muito com o que os nossos governantes possam fazer, desde que tenhamos a possibilidade de assobiar e olhar para o lado.
Quando a coisa dá para o torto, podemos sempre dizer que não sabíamos de nada. Palavra da salvação.
Na eleição seguinte votamos no mesmo partido, esperando que o novo ministro saiba fazer as coisas com menos espalhafato.
São muitas as situações que se enquadram nesta perversão. Uma delas está bem retratada num filme que vi ontem, e que recomendo:
Country of my skull
De John Boorman, 2004
Com Samuel Jackson e Juliette Binoche
Divirtam-se, e comecem a pensar no assunto.
Mais tarde retomarei o tema, e o que terei para dizer não vai ser nada agradável.
Cidadania e responsabilidade
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