Cada um salva a pele como pode.
Há uns dias atrás, Larijani, para poder ter uma postura mais abrangente, tratou de se afastar da linha de mira no parlamento, o que deixou Ahmadinejad possesso.
Este, por sua vez, tentou o brilharete de encaixar uma figura pró-ocidental no baralho governamental e falhou miseravelmente. Amuado com a humilhação que se seguiu, ripostou com o despedimento dos protegés de Khamenei, mas até nisso fez mal as contas e colocou o governo numa posição de ilegitimidade formal.
Entretanto, não querendo ficar atrás no campeonato, a suprema múmia mandou encerrar uma das prisões onde foram cometidos abusos. Um sinal de abrangência e de carinho pessoal para com os detidos. Mais ordenou a suprema múmia a abertura de um inquérito rigoroso sobre a matéria, de acordo com a PressTV ( que da noite para o dia também virou abrangente ). Os mortos agradecem.
Estranho país, onde os líderes situacionistas se esfaqueiam mutuamente sem que o estado se desagregue. E se olharmos mais de perto, a indiferença das forças armadas só faz crescer a estranheza, mesmo depois de descontada a tradição de fiel subordinação ao poder político.
Mas, se olharmos ainda mais de perto, percebemos que o único poder efectivo que ainda segura todos os contendores é a guarda revolucionária, namorada à vez pelos conservadores desavindos e temida pelos reformistas. Ganhe quem ganhar, é esta instituição hipertrofiada que vai ter de ser submetida, antes que chegue ao ponto de submeter o estado. Quem se chegará à frente ?
Entretanto, não querendo ficar atrás no campeonato, a suprema múmia mandou encerrar uma das prisões onde foram cometidos abusos. Um sinal de abrangência e de carinho pessoal para com os detidos. Mais ordenou a suprema múmia a abertura de um inquérito rigoroso sobre a matéria, de acordo com a PressTV ( que da noite para o dia também virou abrangente ). Os mortos agradecem.
Estranho país, onde os líderes situacionistas se esfaqueiam mutuamente sem que o estado se desagregue. E se olharmos mais de perto, a indiferença das forças armadas só faz crescer a estranheza, mesmo depois de descontada a tradição de fiel subordinação ao poder político.
Mas, se olharmos ainda mais de perto, percebemos que o único poder efectivo que ainda segura todos os contendores é a guarda revolucionária, namorada à vez pelos conservadores desavindos e temida pelos reformistas. Ganhe quem ganhar, é esta instituição hipertrofiada que vai ter de ser submetida, antes que chegue ao ponto de submeter o estado. Quem se chegará à frente ?

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