A contagem de espingardas continua, com prejuízo para os que julgam poder parar a dinâmica da sociedade.
Não fora o brilhante sermão de Rafsanjani na 6ª feira, os protestos da populaça poderiam ter esmorecido e o jogo de secretaria poderia prosseguir. Mas o velho tubarão, certamente bem estribado, devolveu a palavra às massas e deu mais uma pancada na pouca credibilidade que resta a Khamenei.
Assim abençoada, a classe média voltou hoje aos protestos de rua, e já tem actividades programadas para os próximos dias. As festividades terminaram com uma nova sobrecarga programada da rede eléctrica que a fez colapsar em algumas zonas. As instruções de hoje eram simples, às nove da noite todos deveriam ligar em suas casas os electrodomésticos de maior consumo. Tiro e queda.
A correlação de forças nos escalões mais altos continua a pender lentamente para o lado dos sectores descontentes, contabilizadas que sejam as sucessivas declarações de apoio à república provenientes de membros do clero, bem como alguma diminuição do grau de violência na repressão dos manifestantes.
No campo conservador, mais ainda, é perceptível alguma descoordenação. Mal Ahmadinejad acabava de nomear um familiar para vice-presidente ( curiosamente um sujeito vagamente conotado com o campo reformista ), e de todos os lados já choviam reprovações. À direita por causa das suas declarações favoráveis à melhoria das relações com os EUA, à esquerda por se tratar de favorecimento ilegítimo de um familiar.
A nomeação caíu mal. Tão mal que Khamenei, numa nota particularmente seca, ordenou hoje a Ahmadinejad que demitisse o vice. Partindo do princípio que Ahmadinejad acatará a ordem, o pobre vice nem chegará a aquecer o lugar.
Aproveitando o ensejo, o supremo líder ainda aproveitou para ameaçar pessoalmente Rafsanjani, mas não parece que o tubarão tenha tremido.
Não fora o brilhante sermão de Rafsanjani na 6ª feira, os protestos da populaça poderiam ter esmorecido e o jogo de secretaria poderia prosseguir. Mas o velho tubarão, certamente bem estribado, devolveu a palavra às massas e deu mais uma pancada na pouca credibilidade que resta a Khamenei.
Assim abençoada, a classe média voltou hoje aos protestos de rua, e já tem actividades programadas para os próximos dias. As festividades terminaram com uma nova sobrecarga programada da rede eléctrica que a fez colapsar em algumas zonas. As instruções de hoje eram simples, às nove da noite todos deveriam ligar em suas casas os electrodomésticos de maior consumo. Tiro e queda.
A correlação de forças nos escalões mais altos continua a pender lentamente para o lado dos sectores descontentes, contabilizadas que sejam as sucessivas declarações de apoio à república provenientes de membros do clero, bem como alguma diminuição do grau de violência na repressão dos manifestantes.
No campo conservador, mais ainda, é perceptível alguma descoordenação. Mal Ahmadinejad acabava de nomear um familiar para vice-presidente ( curiosamente um sujeito vagamente conotado com o campo reformista ), e de todos os lados já choviam reprovações. À direita por causa das suas declarações favoráveis à melhoria das relações com os EUA, à esquerda por se tratar de favorecimento ilegítimo de um familiar.
A nomeação caíu mal. Tão mal que Khamenei, numa nota particularmente seca, ordenou hoje a Ahmadinejad que demitisse o vice. Partindo do princípio que Ahmadinejad acatará a ordem, o pobre vice nem chegará a aquecer o lugar.
Aproveitando o ensejo, o supremo líder ainda aproveitou para ameaçar pessoalmente Rafsanjani, mas não parece que o tubarão tenha tremido.

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