A recolha, tratamento e difusão de notícias tem na cena internacional um reduzido número de agências de topo, o que potencialmente reduz o leque de visões que o consumidor final pode obter.
Por trás dos factos e opiniões que nos são apresentados nos noticiários nacionais estão essas agências de topo, não havendo portanto um grande trabalho local de investigação, mas um mero trabalho de filtragem final.
Usualmentes, o resultado não é muito credível.
E menos credível se torna quando, nalguns raros momentos, nos é dado perceber o grau de sujeição ao poder a que algumas das grandes cadeias dos media estão submetidas.
Num trabalho muito interessante, o New York Times decidiu focar a atenção sobre os comentadores militares que nessas grandes cadeias periodicamente se pronunciam sobre o desenvolvimento de situações como o Iraque ...
Seria de esperar que esses comentadores expressassem opiniões informadas e com elevado grau de isenção. Afinal de contas, têm a responsabilidade de ajudar um elevadíssimo número de cidadãos a interpretar os factos que se vão sucedendo.
O que o NYT expõe, afinal, é uma teia de relações centrada no Pentágono, um exercício metódico e persistente de influência directa sobre o tipo de interpretações a veicular pelos comentadores.
Para mais detalhes, divirta-se lendo o artigo . Noto que o eco já se espalhou um pouco por todo o planeta, tanto quanto posso observar. Sugiro ao leitor que esteja atento ao tratamento deste assunto pelos media nacionais, nos próximos dias.
Gestão de percepções
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