Tarzan Taborda vai às cordas

K.O. ao quarto assalto.

A imprensa aguentou os embates da rádio e da televisão, entrincheirou-se numa galáxia de nichos especializados, mas soçobra perante a acessibilidade das fontes na Internet, que proporciona ao consumidor final uma margem de manobra simplesmente imbatível.

À medida que o tempo passa, as tiragens diminuem e a publicidade procura novos meios, cada vez mais diversificados.
Nos próximos dias, é esperada uma redução drástica nos quadros do New York Times. No meio desse e de outros ajustes, muitos jornalistas de grande qualidade irão perder o seu púlpito. Infelizmente, não irão ser reaproveitados pelas empresas que operam na Internet. Estas, noblesse oblige, tendem cada vez mais para o imediatismo em detrimento da integração e da análise. Paradoxalmente, ao mesmo tempo que a Internet proporciona uma quantidade tremenda de informação e um grau de liberdade de expressão nunca antes experimentado, acaba também por enterrar a imprensa escrita, e com ela os seus serviços de integração e análise.

Horror dos horrores, as cadeias de televisão, cada vez mais concentradas e sujeitas a forte censura, acabam por receber de mão beijada, sem qualquer esforço, o monopólio desses serviços.

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