Tinha de ser... Uns artistas britânicos da universidade de Newcastle andaram a brincar às casinhas e plantaram núcleos humanos em óvulos de vaca. Não foram muito longe, e agiram com as devidas autorizações. Usaram apenas meia dúzia de células e ao fim de alguns dias foi tudo pela retrete abaixo, pois aparentemente os híbridos não conseguiram sobreviver mais de três dias, o que faz algum sentido.
Adiante. Embora seja a primeira vez, julgo eu, que esta habilidade é executada com material humano, pode dizer-se que já foi banalizada com componentes de outras espécies. É sempre divertido e permite ir percebendo em que medida a maquinaria celular de um hospedeiro é compatível, ou auto-ajustável, de acordo com as necessidades do DNA hóspede e as suas determinações.
Presumamos então que por um qualquer milagre o DNA do núcleo invasor acabe por ser expresso e rapidamente o hospedeiro seja preenchido por um novíssimo bouquet de proteínas, em vez de se desfazer sem honra numa gosma aquosa... Ainda assim, não estaríamos perante a transferência da totalidade da informação que constitui o bilhete de identidade das nossas células. Faltam algumas coisitas, como as mitocôndrias, que no caso ensaiado continuaram a ser as da vaca. Gostaria muuuuito de saber o que poderia resultar de tão colorida mistura, caso se garantisse a constituição de uma colónia mais populosa. Sei lá, uma colónia que tivesse bracinhos e perninhas e dissesse 'mãmã', por exemplo.
Partilha da minha curiosidade, querido leitor ?
O menino que comia erva
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2 comentários:
Partilho, com certeza. Só acho que provavelmente, a colónia dirá "Muuuuuu" em vez de "Mamã".
Não partilho porque certamente cheiravam muito mal...
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